A noite passada acordei com o teu beijo
Ai Marieke Marieke… je t’aimait tant…
Entre percebes e gritos, a Philbin lá se foi acalmando. Tive que lhe confessar que o interesse do caderninho era apenas meu e não tendo à mão um exemplar dos “Fragmentos de um discurso amoroso”, tive que improvisar… o que até não foi mau do todo… porque me esqueci de metade do que queria dizer sobre o ridículo do ciúme, esse sentimento estúpido que me levara a fanar-lhe o caderninho vermelho.
E a Philbin debaixo daquela couraça de “allumeuse “ era afinal uma mulher sensível que conhecia o amor. Sabia que Eros não era um deus nem um homem mas um demónio, um espírito que vive entre os deuses e os mortais e cuja missão é simplesmente pôr em comunicação e unir os seres vivos. E como eu era o desejante que pede, ela também assumiu a desejada que dava.
O fim da tarde no “Sítio” esperou pelo final da conversa e um pôr do sol magnifico contemplou e selou a nossa cumplicidade. Ambos já tínhamos conhecido esse sentimento de felicidade e não desejávamos mais do que aquele momento… infinito enquanto dura. Saímos abraçados do miradouro mágico com um destino traçado… enquanto houvesse estrada para andar… a Elora não estaria desgraçada!
- Ouve-me bem agora… e pára de olhar para as minhas pernas! Sinto-me incomodada…Fokas! Vocês homens só pensam nisso a toda a hora… que paranóia de bichos! Mas a Philbin não conseguiu deixar escapar um ligeiro sorriso enquanto esboçava a sua tradicional cara de má… sinal de que a mão estava agora do meu lado.
- Vá Magggie…a minha proposta é honesta…vamos até à Ericeira…jantámos no “Furnas” um peixinho grelhado e passamos uma noite memorável no Grande Hotel!
Juro-te que não te vais arrepender! A Elora ainda sabe cantar Brel e nós vamos acompanhá-la ao piano!
Uma Resposta para 'A noite passada acordei com o teu beijo'
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em Janeiro 30, 2008 em 11:38 am
Na Ericeira? Estou na Ericeira??? Opá! Na Ericeira é que não! Salvem-me!